Por: Camila Santos
O papo independente este mês, enfoca a banda O Círculo.Afim de entender melhor o espaço do Rock na Bahia, citamos o jornalista e ex-roqueiro Gutemberg Cruz:
- “A Bahia tem uma nova geração de bandas de rock que vive fervilhando pelas garagens, sem ter onde mostrar o seu trabalho. Falta espaço para o rock baiano. Desde que Raul Seixas, considerado o pai do rock brasileiro,deu seu grito de guerra, as tribos urbanas não pararam de crescer.Algumas não são tão novas assim. Os integrantes do Ramal 12 e do 14ºAndar, por exemplo, lutaram por muito tempo. Elite Marginal, Flores do Mal, Planeta Cidade, Gang Bang, incluíram em suas carreiras o Troféu Caymmi. Rabo de Saia, Código Penal, Ratos de Esquina e Neura mostraram a força de suas experiências sonoras. Tivemos ainda o rock pesado do Cabo de Guerra, o experimentalismo do Grupo Pulsa, o rock/pop da Companhia Clic, o psicodelismo da Meio Homem, a performance do Circus, o dodecafonismo do Crac!, a noise do Brincando de Deus ou a explosão do Camisa de Vênus. Alguns ficaram na estrada e desistiram, outros continuaram a lutar. Todos concordam que o rock desta terra vive (e/ou viveu) um grande momento. O som vigoroso e pulsante do rock baiano não morreu, ainda circula em todas as esquinas e praças da cidade.Rock é música urbana, contemporânea e elétrica. Rock é risco. Os problemas do rock and roll baiano são os mesmos de outras cidades nordestinas. Vai desde incentivo, investimento, e de produtores que acreditem até a ausência de um público rocker maior e informado (a mídia eletrônica, muitas vezes, não divulga, desconhece), além da ausência de ousadia de algumas bandas e de poder aquisitivo de seus criadores. Mas com todas essas dificuldades, é preciso ficar atento e forte. “Não temos medo de temer a morte”. É preciso ousar, criar, enfrentar os obstáculos para seguir em frente. Um bom trabalho, lançado no final dos anos 80, foi o LP “ Rock: Conexão Bahia”, reunindo sete bandas baianas de tendências e estilos diferentes. Com uma guitarra na mão e mil idéias na cabeça, o melhor é soltar o som!” (citação de Gutemberg Cruz, retirada do livro "Rock Baiano- uma cultura subterrânea" de Ednilson Sacramento, Desiderata, São Paulo 2008.
Fábio, da banda Cascadura, ainda esclarece um pouco mais sobre esse cenário, e expressa sua opinião a respeito do gênero na Bahia, através do podcast:
papo independente - casca
O papo independente este mês, enfoca a banda O Círculo.Afim de entender melhor o espaço do Rock na Bahia, citamos o jornalista e ex-roqueiro Gutemberg Cruz:
- “A Bahia tem uma nova geração de bandas de rock que vive fervilhando pelas garagens, sem ter onde mostrar o seu trabalho. Falta espaço para o rock baiano. Desde que Raul Seixas, considerado o pai do rock brasileiro,deu seu grito de guerra, as tribos urbanas não pararam de crescer.Algumas não são tão novas assim. Os integrantes do Ramal 12 e do 14ºAndar, por exemplo, lutaram por muito tempo. Elite Marginal, Flores do Mal, Planeta Cidade, Gang Bang, incluíram em suas carreiras o Troféu Caymmi. Rabo de Saia, Código Penal, Ratos de Esquina e Neura mostraram a força de suas experiências sonoras. Tivemos ainda o rock pesado do Cabo de Guerra, o experimentalismo do Grupo Pulsa, o rock/pop da Companhia Clic, o psicodelismo da Meio Homem, a performance do Circus, o dodecafonismo do Crac!, a noise do Brincando de Deus ou a explosão do Camisa de Vênus. Alguns ficaram na estrada e desistiram, outros continuaram a lutar. Todos concordam que o rock desta terra vive (e/ou viveu) um grande momento. O som vigoroso e pulsante do rock baiano não morreu, ainda circula em todas as esquinas e praças da cidade.Rock é música urbana, contemporânea e elétrica. Rock é risco. Os problemas do rock and roll baiano são os mesmos de outras cidades nordestinas. Vai desde incentivo, investimento, e de produtores que acreditem até a ausência de um público rocker maior e informado (a mídia eletrônica, muitas vezes, não divulga, desconhece), além da ausência de ousadia de algumas bandas e de poder aquisitivo de seus criadores. Mas com todas essas dificuldades, é preciso ficar atento e forte. “Não temos medo de temer a morte”. É preciso ousar, criar, enfrentar os obstáculos para seguir em frente. Um bom trabalho, lançado no final dos anos 80, foi o LP “ Rock: Conexão Bahia”, reunindo sete bandas baianas de tendências e estilos diferentes. Com uma guitarra na mão e mil idéias na cabeça, o melhor é soltar o som!” (citação de Gutemberg Cruz, retirada do livro "Rock Baiano- uma cultura subterrânea" de Ednilson Sacramento, Desiderata, São Paulo 2008.
Fábio, da banda Cascadura, ainda esclarece um pouco mais sobre esse cenário, e expressa sua opinião a respeito do gênero na Bahia, através do podcast:
papo independente - casca
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