
Por: Larissa Meira
Tomando como base o seu significado propriamente dito, segundo os filósofos e sociólogos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, membros da Escola de Frankfurt, entende-se por Indústria Cultural o termo usado quando queremos definir a conversão da cultura em mercadoria.
No entanto há uma contradição, ou melhor, um algo mais quando trata-se de justificar o termo. Não é indústria só porque contém a lógica de tornar mercadoria. A indústria cultural cumpre funções específicas, antes preenchidas pela cultura burguesa, um pouco alienada de sua base materialista. A nova produção ocupa o espaço do lazer após um dia de trabalho das pessoas que, ao digerir produtos prontos e de fácil consumo ficam aliviadas da fadiga.
Na relação entre a música e a indústria cultural, é clara e nitidamente inegável que desde a década de 90, cada vez mais a produção de músicas midiáticas massivas aumenta. Bandas como “É o Tchan”, “Latino”, “Gaiola das Popozudas”, entre outros, componentes dos grupos de bandas que contém produtos de caráter padronizado, são a prova do que foi afirmado.
No entanto, o aparecimento da banda “Mamonas Assassinas”, dá inicio a uma tendência, a do humor nas músicas, da erotização debochada e explícita, que de certa forma quebra um pouco a idéia da censura tão radical por conta de que o produto atingia a adultos e crianças.
Esse é um processo que vem sendo construído ao longo do tempo e os créditos não devem ser dados apenas às interferências da mídia, mas que ela tem papel bastante relevante não se pode negar.
0 comentários:
Postar um comentário